Neste mês de abril, o Projeto Cine Clube CCB exibirá em todas as quintas feiras do mês o clássico do cinema “O Mágico de Oz”,  adaptado do livro de Lyman Frank Baum. Aberto a todos, com Entrada Franca e pipoca quentinha por conta da casa, as exibições acontecerão no período da manhã, iniciando às 9h00min. O Cine Clube CCB faz parte da Programação do Projeto “A Arte é uma Mãe”.

A obra que será exibida, “The Wizard of Oz” (Nome Original), foi produzida no ano de 1939 nos Estados Unidos e dirigida por Victor Fleming. Teve seu lançamento no Brasil na data de 18 de setembro de 1939, com classificação Livre para todos os públicos e duração de 112 minutos.

A história conta sobre a história de Dorothy, que após um tornado em Kansas vai parar com sua casa e seu cachorro na fantástica Oz, onde as coisas são coloridas, bonitas e mágicas. Porém, o seu maior desejo é retornar de volta para casa, e para isso ela deve encontrar um mágico, que lhe mostrará como realizar esse seu desejo. Contudo, para chegar até ele, Dorothy viverá uma aventura inesquecível através do caminho de tijolos amarelos.

CRÍTICA

A obra é um marco para o audiovisual. No campo do “visual”, a imagem dos cinco personagens bem distintos ao longo da estrada de tijolos amarelos é utilizada em várias obras, sem contar o figurino, o cenário e a fotografia do filme que recebem destaque até hoje. No campo do áudio, a música tema que recebeu Oscar de Melhor Canção OriginalSomewhere Over The Rainbow, se tornou um clássico indiscutível da música.

A fotografia e o cenário são características que merecem o maior destaque. O filme foi um dos primeiros a usar a Technicolor, uma técnica que consistia na coloração dos filmes. A introdução do filme com fotografia em sépia é bem bonita e dá uma profundidade grande à região do Kansas, sobretudo quando chega o tornado. Quando a personagem abre a porta da casa e chega em Oz, você vê a contradição: Oz é colorido e belo, é a terra perfeita, o mundo que a menina procurava. Os cenários de Oz são extremamente bem feitos, unidos com efeitos visuais que para a época eram excelentes e, até para a atualidade, não parecem tão estranhos.

O roteiro é eficiente, no entanto, não possui tanto destaque quanto a parte técnica, ainda que mereça grandes méritos. Os diálogos da garota com os personagens que encontra ao longo do caminho são de uma simplicidade e autenticidade ímpar, bem escritos, conseguem passar um ar infantil, mas verdadeiro à obra. Por outro lado, existem pequenas falhas, mas a maior de todas está na resolução simplória a respeito da bruxa má do oeste.

As interpretações do núcleo protagonista são verdadeiros exemplos de como ser caricatural sem ser ridículo. Judy Garland realmente parece convencer como criança, além de encantar com a atuação de uma menina bondosa e ingênua. Já o trio de criaturas de Oz, consegue divertir, seja com as danças atrapalhadas de espantalho, o melodrama do Homem de Lata ou a falsa pose heróica do Leão.

O filme fecha com a mensagem “Não há lugar como o nosso lar”, mas muitas outras ainda podem ser tiradas, o que possibilitou a criação de diferentes conspirações sobre os temas do filme. A ideia de que o que você procura sempre estará dentro de você é uma delas, mas o mais importante é assistir e tirar suas próprias conclusões. Eu garanto, entrar no mundo de Oz vai ser fantástico.

Crítica por HANDERSON ORNELAS.

Fonte Bibliográfica: http://www.planocritico.com/critica-o-magico-de-oz-aniversario-de-75-anos/